Dias se vão ao meio-dia
Meio tristeza e alegria
Meio da noite, teu vigia
Olhos que vão na fantasia
Acordei vazio e só
Tua voz me faz melhor
Já não sei mais se és labor
Já não sei ser o que eu não sou
Já não sou mais a novidade
Dentro de mim há só verdade
Acordei não vi teu não
Nem teu sim, nem teu perdão
Que amarrou no peito um nó
Que me fez tão teu e só
Como um vício que espera ser
A virtude disposta a ver
Um amor proibido, um modelo quebrando
Minha escassa memória no teu corpo sarando
As feridas que a história viciou camuflando
Dias se vão ao meio-dia
Meio tristeza e alegria
Meio da noite, teu vigia
Olhos que vão na fantasia
Acordei vazio e só
Tua voz me faz melhor
Acordei não vi teu não
Nem teu sim, nem teu perdão
Perdão
Em tonalidade ajustada para contralto, o arranjo abre com violão de nailon fingerstyle criando motivos melódicos e contrapontos marcantes. Uma voz feminina suave e sussurrada assume o foco, enquanto o quarteto de cordas insere camadas sutis que aprofundam a harmonia com delicadeza.