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O mundo lá fora grita pra se fazer ouvir
Mas aqui dentro a gente não precisa pedir
O teu silêncio conversa com o meu olhar
Não precisamos de palavras pra nos encontrar
A luz do abajur desenha a tua silhueta
Você é a minha poesia, a minha caneta
Escrevo canções no ar com a ponta do dedo
Te amar assim é o meu maior segredo
É no sussurro da madrugada que a gente se entende
É um fogo baixo que queima e que acende
Sem barulho, sem festa, sem ninguém pra ver
O meu espetáculo particular é você
Deixa o violão falar o que eu não consigo
Você é meu amor, meu abrigo, meu amigo
Nessa corda de nylon eu prendo a saudade
E canto baixinho a nossa verdade
A nossa verdade...