O Samba é nosso!Nosso também, são as memórias e histórias que agora transformamos em versos, rimas e poesias. A nossa santa esperança em acreditar que em algum dia, a semana irá começar às quintas feiras, também continua forte e renitente.Aos nossos amigos que acompanharam até aqui, suportando generosamente o silêncio e o exílio de tantos ensaios, devolvemos agora e em dobro, o calor de tão generosa companhia. Mas alertamos: não se iludam; a festa no porão nunca parou. Saibam todos que lá no fogão do Lidia, além da ardência melódica dos nossos sambas, sempre deixamos a espreita o tempero forte e doce da alegria.Para tanto, fizemos do porão a nossa trincheira, da guerra um carnaval, da metrópole uma província. E por tudo isto o inimigo sucumbiu. Lutamos todos os dias para que nenhum louco e solitário poeta esconda na gaveta os seus últimos lançamentos. Acreditem... a travessia trilhada nesses mais de 15 anos nos empoderou de muitas coisas. Algumas não sobreviveriam ao primeiro inverno, e para nosso desespero jamais floresceram. Outras viraram refrão e estandarte em nossas vidas. Tudo isto, porque ainda acreditamos que a vida possa arremedar a velha cerejeira plantada lá no porão: sempre ao final do ano folhas, flores e frutas, muitas frutas.Desta forma chegamos à concepção e aos conceitos que inspiraram as canções que apresentamos agora neste show.Desejamos a todos os presentes que a simplicidade destas narrativas sirva de alento para que possam enfrentar com festa e alegria , a solidão e a aridez dos dias, por algum momento, lhes faltarem um pouco de poesia, Mesmo porque, como diz a canção"se a alegria inundou a terra" era"para o amor não silenciar".